O coronavírus tomou conta das manchetes nos últimos dias aqui no país. Principalmente após a confirmação de um caso em São Paulo. As grávidas são uns dos grupos que devem ficar mais alertas, pois devido a seu sistema imunológico deficiente são mais suscetíveis a contaminação.
. O COVID19 é um vírus novo. Todas as evidências que temos são recentes e vem de um esforço das principais plataformas de atualização médica para trazer os dados mais precisos.
• A disseminação se dá por conta do contato com secreções e excreções respiratórias por espiro, tosse, contato pessoal, colocar a mão em objeto contaminado e levá-la ao nariz, olhos e boca são formas de contrair a doença.
•Os sintomas são de origem respiratória. Febre, tosse, coriza, dificuldade em respirar. Associado ao fato de ter estado fora do Brasil ou ter tido contato com alguém que esteve fora nos últimos 14 dias.
• No que tange a questão de assistência a gestante não há dados suficientes para a elaboração de protocolos, pois estamos diante de uma infecção recente. Os conhecimentos que temos para o manejo de uma gestação com Coronavírus são baseados na experiência com H1N1 em gestantes.
• Nas grávidas não suspeitas de contaminação, mantém-se as orientações de higienização. Não levar a mão à boca, nariz e olhos. Evitar aglomerações e não ter contato com pessoas com sintomas febris e respiratórios. Já as consideradas como casos suspeitos é necessário o uso de equipamento de proteção individual e internação até que o caso seja confirmado ou não.
• Até o presente momento não há nenhuma documentação de malformação no feto. Nem comprovação de excreção no leite materno. Um estudo com um número pequeno de mulheres grávidas na China não demonstrou que com o vírus atravessa a barreira placentária. Mas uma vez que o bebê nasce a chance da mãe contaminada infectar o bebê é grande devido ao intenso contato do binômio mãe e filho e é preciso usar proteção. A amamentação deve ser mantida, desde que a mãe use máscara de proteção.
• A via de parto ainda mantém a indicação obstétrica. A não ser em casos de disfunção respiratória grave onde a cesariana seria o mais indicado.
Reiteramos a transitoriedade das informações aqui apresentadas. E na luz de novas informações traremos atualizações via @dra_carolina_medaglia
Fonte: Febrasgo, CDC, The Lancet