Entenda como perceber os sintomas de depressão pós parto e como agir em uma situação assim no período de puerpério.
A ocorrência de depressão pós parto deve ser tratada com muita cautela e o diagnóstico deve ser feito por um médico. Isso porque é muito comum que nos primeiros dias após dar à luz, a mãe sinta uma tristeza e irritabilidade frequente.
Esse período inicial, também chamado de puerpério, é marcado por várias mudanças hormonais no corpo da mulher. Isso explica, então, a tristeza que a maioria das mamães recentes sentem.
Entretanto, é importante estar atento às diferenças entre essa tristeza dos primeiros dias do puerpério, considerada normal, e a depressão pós parto. Esse primeiro caso, normalmente, começa no terceiro dia após dar à luz e dura em torno de 10 dias. Já a doença depressiva é mais profunda e duradoura.
1. Quais os sintomas de depressão pós parto?
As principais características estão relacionadas a uma tristeza forte, mas que, ao contrário da “tristeza considerada normal”, começa cerca de um mês após o parto.
Os principais sintomas de depressão pós parto são:
- Tristeza constante e extrema;
- Sentimento de culpa e insegurança em relação ao bebê;
- Baixa autoestima no período de puerpério;
- Falta ou excesso de apetite;
- Desânimo e fadiga frequentes;

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Além desses, outros sintomas que podem aparecer na ocorrência de depressão no puerpério são:
- Dificuldade para dormir ou dormir além do necessário;
- Crises de ansiedade, ataque de pânico ou medo de ficar sozinha;
- Desinteresse por sexo ou outras atividades;
- Preocupações desnecessárias em relação à saúde e ao bem estar do bebê;
- Não conseguir concluir as atividades rotineiras;
2. Quais os fatores de risco para a depressão pós parto?
Apesar de não ser regra, alguns fatores podem indicar o risco de aparecerem os sintomas da depressão pós parto. Nesses casos, é bom que a mãe e familiares fiquem mais atentos. Alguns deles são:
- Melancolia profunda após o nascimento do bebê;
- Depressão antes ou durante a gravidez ou depressão pós parto em uma gestação anterior;
- Histórico familiar dessa doença;
- Problemas financeiros nesse período;
- Falta de suporte familiar ou de amigos;
- Sobrecarga de funções após dar à luz;
- Intercorrências durante a gestação.
3. É possível evitar a depressão pós parto?
Apesar de não haver como evitar o primeiro episódio de depressão pós parto, é possível melhorar esses sintomas rapidamente. Isso porque intervenções precoces e o rápido tratamento fazem toda a diferença na redução dos sintomas de depressão pós parto.
Além disso, logo no início do período de puerpério, após dar à luz, alguns cuidados são importantes, como:
- Manter amizades e familiares por perto;
- Permitir-se um tempo para si diariamente: você só poderá cuidar do bebê se estiver bem consigo mesma;
- Valorizar sua própria saúde e ficar alerta a qualquer sinal de alteração de humor ou os sintomas característicos;
- Criar um vínculo forte e afetivo com seu bebê;

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4. O que fazer ao reconhecer os sintomas de depressão pós parto?
Ao perceber que seu humor está muito alterado no puerpério e por um longo período de tempo, é necessário procurar ajuda. Marque uma consulta com seu médico e relate tudo que sente. Esse será o primeiro caminho para o tratamento.
Em alguns casos, porém, a mulher não consegue perceber ou admitir os sintomas, até mesmo por se sentir culpada. Por isso, no período de puerpério é essencial que amigos e familiares permaneçam atentos a quaisquer sintomas de depressão pós parto.
5. Tratamento para depressão pós parto
O tratamento mais adequado deverá ser indicado pelo profissional que fizer o diagnóstico. Em muitos casos dessa doença no puerpério, torna-se necessário o uso de medicamentos.
No entanto, deve-se tomar cuidado e não fazer uso de remédios sem receita, visto que podem causar mal ao bebê durante a amamentação. Converse com sua médica ou seu médico sobre isso.
Outros métodos que podem ajudar no tratamento da depressão pós parto são:
- Terapia com psicólogo ou psiquiatra;
- Prática de exercícios físicos;
- Alimentação equilibrada.
É importante ressaltar que a primeira etapa para o tratamento e a cura é procurar ajuda profissional, caso perceba quaisquer sintomas. Cuide de você, para que assim possa cuidar do seu bebê.