Venha descobrir a resposta para essa pergunta que deixa muitas mulheres com diversas dúvidas. Ovário policístico e cisto no ovário são as mesmas coisas?

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É comum que muitas mulheres confundam o ovário policístico e o cisto no ovário. Porém, apesar da semelhança entre os nomes, essas duas condições clínicas são bastante diferentes.
O ovário é o órgão responsável por liberar o óvulo, para que ele seja fecundado pelo espermatozóide, ocorrendo assim, a gravidez. Essa função está relacionada a diversos processos fisiológicos e hormonais que são naturais no corpo da mulher.
Esse órgão é naturalmente cheio de pequenos folículos que, ao longo do ciclo menstrual, podem se desenvolver e crescer para permitir que haja a fecundação.
No entanto, em algumas situações pode haver também a formação de cistos ovarianos. Esses corpos, dependendo de cada situação, podem indicar condições de saúde diferentes, como o ovário policístico. Por isso é tão importante o diagnóstico diferencial nesses casos.
Alguns exemplos dessas situações são a Síndrome do Ovário Policístico (SOP) e o cisto no ovário.
Agora que você já sabe um pouco sobre o funcionamento dos seus ovários, é possível entender melhor sobre a diferença entre essas duas condições.
Cisto no ovário
De forma geral, o cisto no ovário nada mais é do que um conjunto de células que se unem formando uma espécie de “bolsa”, que é, então, preenchida por líquido.
Uma coisa interessante sobre essas pequenas bolsas é que elas podem se formar tanto no interior dos ovários, quanto ao seu redor.
Em geral, o cisto no ovário não causa sintomas característicos, por isso muitas mulheres nem sabem que possuem. No entanto, em alguns casos, eles podem causar dores e desconfortos na região pélvica, além de dores durante a relação sexual.

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Existem diversos tipos de cistos ovarianos, porém os principais e mais comuns são os funcionais. Esse tipo pode ser classificado ainda em foliculares e de corpo lúteo.
Cistos foliculares
Um ou mais folículos ovarianos, que contém o óvulo, são recrutados mensalmente para se desenvolverem. Esse crescimento é estimulado pela ação de hormônios, em especial pela ação do estrogênio.
Aproximadamente no meio do ciclo menstrual, este folículo se rompe e libera o óvulo, processo esse denominado ovulação.
No entanto, o que pode acontecer é de esses folículos crescerem, porém não se romperem. Com isso, ele continua acumulando líquidos em seu interior, formando o cisto no ovário.
Cistos de corpo lúteo
Após a liberação do óvulo, o folículo passa a ser chamado de corpo lúteo. Sua função é estimular a produção de hormônios femininos, preparando o corpo da mulher para a gravidez.
Quando ela não ocorre, esse corpo lúteo regride e desaparece aos poucos. O problema é que alguns desses corpos podem não involuir. Assim, eles voltam a se fechar e acumular líquido, formando um novo tipo de cisto no ovário.
Síndrome do Ovário Policístico (SOP)
O ovario policistico é uma condição caracterizada por múltiplos cistos ovarianos que são capazes de induzir alterações hormonais. Com isso, os ciclos ovulatório e dos hormônios femininos ficam desregulados.

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O que acontece nesta síndrome é que os folículos não são capazes de crescer e se desenvolver, em geral impedindo a ovulação correta.
Como a ovulação não acontece, ocorre um acúmulo desses folículos ao longo do tempo, que são responsáveis pelo ovário policístico.
Um dos sintomas mais característico da SOP é a ausência de menstruação (amenorreia) ou ciclos menstruais espaçados e desregulados. Isso acontece graças a essas alterações hormonais que ocorrem na síndrome do ovário policístico.
Como diferenciar o ovário policístico do cisto no ovário?
A principal diferença entre o ovário policístico e os cistos ovarianos refere-se a quantidades desses grupamentos e também a presença ou não de alterações hormonais.
Enquanto no cisto no ovário há a presença de apenas um ou um número bem reduzido desses cistos, na Síndrome do ovário policístico o número é muito maior.
Além disso, no ovário policístico os cistos desregulam todo o ciclo menstrual e hormonal da mulher, o que não ocorre na outra situação.
É importante ressaltar que o diagnóstico diferencial entre essas condições deve ser feito por uma ginecologista. Através de ultrassonografia, acompanhamento longitudinal e demais exames que a médica achar necessário, é possível avaliar e determinar qual a melhor estratégia de tratamento.
Por isso, não deixe de se consultar para acompanhar como está a sua saúde íntima!