Descubra aqui quais os principais sintomas da dermatite atópica e como minimizar o surgimento das lesões e desconforto causado por essa doença tão frequente.
A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, é uma doença que associa inflamação e ressecamento da pele. O aparecimento costuma ocorrer no primeiro ano de vida, geralmente após os três meses de idade, sendo a doença de pele mais comum da infância, podendo acometer até 20% das crianças segundo estudos mais recentes. A maioria das crianças com dermatite atópica evolui com melhora gradual até o final da infância e uma parcela menor dos pacientes segue tendo lesões durante a adolescência e a idade adulta. A maioria dos pesquisadores concorda que ocorrência da dermatite atópica tem aumentado nas últimas décadas em várias regiões do mundo.
Quais os sintomas de dermatite atópica?
Em bebês, ela costuma causar lesões principalmente na face, pescoço e couro cabeludo, enquanto nas crianças maiores e em jovens adultos, as lesões normalmente aparecem nas dobras dos cotovelos e do joelho. Tais lesões costumam ter o aspecto de manchas avermelhadas com descamação, acompanhadas de coceira, que pode variar de fraca até muito incômoda; às vezes são acompanhadas por bolinhas. A dermatite atópica tem sua evolução marcada por “crises” que vão e voltam ao longo do tempo, podendo ter intervalos de meses ou até anos. É fundamental enfatizar que não é uma doença contagiosa: podem-se tocar as lesões sem receio pois não há nenhum risco de transmissão.
Quais as causas da dermatite atópica?
Suas causas são múltiplas e ainda não totalmente esclarecidas, incluindo defeitos da barreira cutânea, o que pode ser ilustrado com a comparação com uma parede de tijolos em que o cimento se esfarela e não fixa corretamente os tijolos, além de funcionamento desregulado do sistema imunológico na pele e alterações na flora normal do organismo. A principal explicação para isto ocorrer está nos fatores genéticos, com participação também de fatores ambientais e psicológicos. A dermatite atópica é bem mais comum em crianças cujos pais têm ou tiveram a mesma doença e, em muitos casos, é acompanhada pela asma e pela rinite alérgica.
O que pode piorar a dermatite atópica?
Existem alguns fatores que podem desencadear ou agravar a dermatite atópica, sendo importante conhecê-los para evitá-los. Dentre estes agravantes, destacamos:
- Substâncias irritantes: é importante tomar cuidado e evitar o contato da pele com produtos de limpeza, conservantes, corantes, aromas artificiais, poeira, pólen e até mesmo sabonetes, hidratantes perfumados e xampus inadequados. Tal contato pode desencadear uma resposta irritativa no paciente atópico ao ressecar ainda mais a pele e aumentar o dano ao “cimento” natural que mantém as células da camada mais externa da pele adequadamente unidas, desencadeando assim os sintomas de dermatite atópica.
- Tecidos sintéticos: para quem possui predisposição a ter esse tipo de lesão na pele, o ideal é usar tecidos 100% feitos de algodão, já que eles causam menos atrito, permitem a melhor evaporação do suor e reduzem a irritação da pele. Além disso, é importante ressaltar que o uso de sabão neutro na lavagem das roupas, tendo o cuidado de enxaguar bem para não permitir que fiquem resíduos, também pode reduzir esses quadros alérgicos. Cuidado especial com as fantasias que as crianças adoram vestir: a maioria delas é fabricada com tecido sintético, que abafa e retém suor, o que é prejudicial para a pele de qualquer criança, mais ainda para aquelas que têm dermatite atópica – não é preciso proibir totalmente os pequenos de usá-las, mas evitar que fiquem com elas por longos períodos e em ambientes muito quentes.
- Baixa umidade do ar: este problema é bem conhecido dos moradores do Centro-Oeste do Brasil: o ar muito seco do ambiente leva a um maior ressecamento da pele e esse é um importante fator para o aparecimento da coceira. Assim, nestas situações, considere usar um umidificador nos cômodos que você permanece por mais tempo e evite o excesso de uso do ar-condicionado. Manter o ambiente ventilado também é importante para minimizar as crises de dermatite atópica. O uso de cremes hidratantes adequados na pele é fundamental o ano inteiro e em qualquer região que se more para os pacientes com dermatite atópica, e deve ser reforçado em períodos de seca.
- Banhos muito quentes ou prolongados: o ideal é sempre tomar banhos com água morna, já que a água quente também contribui para o ressecamento da pele, praticamente dissolvendo aquele “cimento” natural da pele citado anteriormente. Ficar tempo demais em contato com água, seja no chuveiro, banheira ou piscina também é prejudicial. Recomenda-se aos pacientes com dermatite atópica evitar banhos quentes ou demorados e usar sabonete e xampu somente na quantidade mínima necessária para a higiene, mesmo que sejam produtos rotulados como “suaves” ou para “pele sensível”. Uma dica muito útil é sempre aplicar os hidratantes imediatamente depois do banho, logo depois de se secar e antes de vestir qualquer roupa: é nesse momento que eles são mais fáceis de espalhar e conseguem ter um efeito bem melhor do que quando se aplica na pele que já secou há vários minutos, além de evitar o esquecimento e aquela preguiça que costuma bater depois. Se a pele voltar a ficar ressecada ao longo do dia, o hidratante deverá ser reaplicado.
- Fatores psicológicos: é consenso entre especialistas que tais fatores têm grande importância na dermatite atópica, contribuído para o surgimento e para a piora das lesões. Trata-se de uma via de mão dupla: o estresse e a ansiedade pioram as lesões de pele e as lesões com coceira, visíveis a todos, podem piorar os sintomas psicológicos, podendo repercutir significativamente na autoestima e no desempenho escolar e profissional. Não se pode deixar de abordar esta questão, tanto em adultos quanto em crianças e adolescentes. Acompanhamento e tratamento psicológico adequado fazem a diferença em muitos casos.

Diagnóstico e tratamento para dermatite atópica
O diagnóstico da dermatite atópicadeve ser feito por um Dermatologista ou Pediatra que irá avaliar o aspecto e a localização das lesões, a idade do paciente, outras doenças que o acompanhem e identificar possíveis fatores de piora, para então escolher o melhor tratamento para cada caso. Se você estiver no Distrito Federal e entorno, o Dr. Charles Carvalho, Dermatologista em Águas Claras, é um profissional com experiência nesta doença e que atende adultos e crianças.
Em se tratando de uma doença que não tem cura, o principal tratamento para a dermatite atópica é evitar aqueles fatores de risco que já foram citados, reduzindo as chances de aparecimento dos sintomas, e o uso diário e adequado de hidratantes capazes de preservar e restaurar as funções da pele do paciente atópico. Quando surgem as lesões da dermatite atópica, é essencial que você consulte um Dermatologista para o chamado tratamento “de crise”, usualmente feito com cremes medicamentosos que variam de acordo com a idade do paciente e as características de cada lesão; podem ser necessários tratamentos locais de manutenção, os quais precisam ser corretamente indicados para evitar efeitos colaterais. A grande maioria dos casos pode ser adequadamente tratada com medicamentos tópicos – cremes ou pomadas – nunca esquecendo os hidratantes. Casos mais extensos ou resistentes são menos comuns, felizmente, e podem necessitar de medicamentos por via oral ou até mesmo injetável por longos períodos. Existem também, para casos extensos e difíceis, tratamentos com uso de luz ultravioleta específica, a chamada fototerapia.
A dermatite atópica, apesar de não ter cura, pode ser controlada no dia a dia. Entretanto, é essencial lembrar que a avaliação de um especialista é necessária e caso você resida no Distrito Federal e entorno e busque por dermatologista Aguas Claras, você pode contar com este profissional na Clínica Cinge.