Entenda a relação existente entre anticonvulsivantes e anticoncepcionais e saiba como evitar complicações advindas do uso conjunto desses medicamentos. Anticonvulsivantes e anticoncepcionais, qual a relação?

O uso de medicamentos para controle das crises de convulsão é rotina de pacientes que apresentam esse quadro.
Entretanto, apesar de ser comum o uso desse medicamento para pessoas que apresentam essa condição de saúde, a relação entre anticonvulsivantes e anticoncepcionais é importante e deve ser compreendida.
Isso deve ser feito com objetivo de evitar que gravidezes indesejadas ou outras complicações que possam ocorrer.
Nesse sentido, a escolha de métodos contraceptivos adequados, bem como compreender a relação entre estes medicamentos e os usados para o tratamento de crises convulsivas e epiléticas, é um importante fator para evitar comprometimentos.
Anticonvulsivantes e anticoncepcionais
Os anticonvulsivantes e anticoncepcionais, como foi citado, apresentam uma relação importante, pois eles podem ou não apresentar interações medicamentosas.
Isso significa que esses medicamentos podem interferir na eficácia um do outro, podendo reduzi-la e gerar consequências como a gravidez ou a falha no controle das crises convulsivas e epiléticas.
Entretanto, não são todos os anticonvulsivos e anticoncepcionais que apresentam interações medicamentosas. As principais drogas usadas no tratamento da epilepsia e da convulsão que podem diminuir os efeitos dos métodos contraceptivos são:
- Fenitoína.
- Fenobarbital.
- Carbamazepina.
- Primidona.
- Topiramato.
- Oxcarbazepina.
Entretanto, existem outros tipos desses medicamentos que podem ser usados juntos com os métodos contraceptivos orais sem risco de interação. São eles:
- Gabapentina.
- Levetiracetam.
- Tiagabina.
Anticonvulsivantes e gravidez
O uso de anticonvulsivantes e anticoncepcionais não é a única relação importante para o uso deste medicamento. A relação entre gravidez e os medicamentos utilizados no tratamento da epilepsia e da convulsão também deve ser analisada.
Isso porque esses remédios, assim como diversos outros medicamentos, ficam circulando no sangue, de maneira que podem acabar atingindo o feto.
Por isso, para mulheres que desejam engravidar, mas utilizam medicamentos usados no tratamento da epilepsia e da convulsão, é necessário procurar um auxílio médico.

Isso porque esse profissional pode auxiliar na regulação da dosagem adequada do medicamento, de maneira a minimizar ou extinguir os possíveis efeitos colaterais que poderiam atingir o feto.
Anticonvulsivantes e amamentação
Além da gravidez e da relação de anticonvulsivantes e anticoncepcionais, o uso dos medicamentos para tratamento de convulsões também deve ser avaliado durante a amamentação.
Afinal, esse tipo de medicamento ainda pode afetar o bebê. Entretanto, a amamentação não é contraindicada em todos os casos e a avaliação médica é a melhor maneira de analisar cada caso.
Métodos contraceptivos ideias
Os métodos contraceptivos ideais para quem busca uma boa relação entre anticonvulsivantes e anticoncepcionais é aquele que é orientado pelo médico. Isso porque para cada tipo de anticonvulsivantes e anticoncepcionais será necessário um ajuste diferente.
Existem diversas opções de métodos contraceptivos hormonais ou não hormonais. Por isso, não há motivo para colocar a saúde em risco, devido a interações medicamentosas indesejadas.
É claro que alguns métodos contraceptivos, como o DIU, podem ser melhores para evitar essas complicações, entretanto, é preciso, de qualquer forma, procurar um atendimento especializado.
Consulte com sua ginecologista e neurologista e escolha os melhores anticonvulsivantes e anticoncepcionais para você! Na clínica Cinge, você encontra atendimento especializado e conta com ajuda para decidir qual dos métodos contraceptivos será melhor para você.