Saiba mais sobre o papiloma vírus humano e quais são impactos que essa doença pode causar. O que muda na vida de quem tem HPV?

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O papiloma vírus humano (HPV) é um tipo de microrganismo que causa uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais comuns no mundo inteiro. Por causa disso, é comum que quem tem HPV se sinta inseguro e com medo quanto a sua condição de saúde.
Apesar de nos dias de hoje muitas informações acerca das ISTs já serem mais acessíveis e disseminadas, ainda é possível observar alguns mitos, preconceitos e estigmas entre a população.
E quando o assunto é papiloma vírus humano isso é ainda mais frequente. O motivo disso é que ainda hoje existe uma associação muito forte entre quem tem HPV e os atos sexuais promíscuos.
Porém, vale ressaltar que a via sexual não é a única forma de se contrair esse vírus. O papiloma vírus humano também pode ser transmitido pelo contato com pele e mucosas infectadas. O que muda na vida de quem tem HPV?
Um pouco sobre o HPV
A infecção pelo papiloma vírus humano evolui lentamente, podendo demorar meses ou até mesmo anos para surgir algum sintoma. O principal sinal dessa infecção é a presença de verrugas na região genital, tanto na mulher quanto no homem.
Em geral, os homens são assintomáticos, mas eles podem apresentar lesões no pênis, virilha e ânus. Já nas mulheres, as lesões podem surgir na virilha, pequenos e grandes lábios, no ânus e até mesmo no colo do útero e no canal vaginal.
Devido a possibilidade de quem tem HPV desenvolver câncer de colo de útero, essas lesões são preocupantes, porém elas podem ser tratadas!
O grande problema relacionado a essa IST é que, devido à sua evolução lenta, grande parte das pessoas que estão contaminadas por esse microrganismos não sabem. Dessa forma, a transmissão do papiloma vírus humano é facilitada e reflete nos elevados índices de portadores dessa doença.
Mas afinal, O que muda na vida de quem tem HPV?
Como é a vida de quem tem HPV?
É comum se assustar e temer o futuro quando se é diagnosticado com alguma IST. Porém, apesar de ser uma situação que demanda alerta e intervenção precoce, essa infecção pode ser tratada e, geralmente, não traz riscos graves e permanentes para quem contrai a doença.
Isso porque, apesar de o tratamento focar na eliminação das lesões e não na do vírus em si, geralmente o organismo consegue eliminar o papiloma vírus humano de forma espontânea depois de algum tempo.
Ou seja, se o tratamento é feito precocemente, minimizando a evolução e piora das lesões verrucosas, a chance de possuir alguma sequela é mínima.

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No entanto, vale ressaltar que, mesmo que as verrugas não estejam presentes, a transmissão do HPV ainda pode acontecer. Por isso, o sexo seguro com uso de preservativos é essencial.
O preservativo protege totalmente contra a transmissão do HPV?
O preservativo é a forma mais eficaz de reduzir as chances de contrair a infecção. Porém, a camisinha não protege 100% contra o papiloma vírus humano.
Isso porque, o preservativo, em especial a camisinha masculina, ainda deixa algumas partes do pênis expostas, o que pode propiciar a transmissão do microrganismo por quem tem HPV.
A camisinha feminina, por cobrir uma maior área, é mais eficaz e segura. Mas ainda são poucas pessoas que utilizam esse preservativo, o que dificulta a prevenção dessa infecção.
Quem tem HPV não pode fazer sexo nunca mais?
Nos casos em que a infecção ainda está ativa, com presença de lesões, o ideal é não ter relações sexuais. Porém, nos casos em que as verrugas não estão mais presentes, a camisinha pode ser uma alternativa para o sexo.

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Vale lembrar ainda que o organismo, ao longo do tempo, é capaz de expulsar o vírus do corpo. Ou seja, na maioria dos casos, a pessoa é curada e não transmite mais o microrganismo.
Além disso, é importante ressaltar que a vacinação e a realização de consultas de rotina, em especial para as mulheres, são essenciais para evitar a evolução para casos de câncer de colo de útero e também para iniciar o tratamento precocemente.
O exame papanicolau é a forma de verificar a presença do papiloma vírus humano! Consulte sua ginecologista e cuide da sua saúde íntima.