Conheça os principais métodos contraceptivos com menor eficácia e entenda por que é importante evitá-los. Métodos todos contraceptivos menos eficazes: quais são?

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Os métodos contraceptivos têm sido cada vez mais procurados nos consultórios ginecológicos. O problema é que, ainda hoje, muitos dos mecanismos que têm sido colocados em prática apresentam eficácia menor para prevenir a gravidez não planejada.
Por isso, ter acesso à informação segura e de qualidade quanto ao uso de qualquer tipo de contraceptivo é essencial para evitar possíveis intercorrências durante a prática sexual.
Confira a seguir mais informações relacionadas à eficácia dos métodos contraceptivos. Métodos contraceptivos menos eficazes: quais são?
Uso perfeito x uso típico
Essas duas terminologias são utilizadas para medir a eficácia dos diferentes tipos de métodos contraceptivos disponíveis no mercado.
Uso perfeito
Refere-se a eficiência do método dentro de um grupo de pessoas que o utiliza de forma correta em todas as vezes que tem relação sexual;
Uso típico
É a eficiência do método dentro de um grupo que o utiliza tipicamente. Isso inclui as seguintes situações:
- Correto, mas não em todas as relações sexuais;
- Nem sempre correto, mas em todas as relações sexuais;
- Uso nem sempre correto e nem em todas as relações sexuais.
O uso típico traz informações sobre a dificuldade de uso dos métodos contraceptivos utilizados, bem como demonstra se o método tem sido utilizado de forma adequada (seguindo as instruções) ou não.
Um exemplo disso são as pílulas anticoncepcionais. Quando é feito o uso perfeito, seguindo as orientações médicas, a taxa de falha é menor que 1%. No entanto, se a mulher esquece de tomar os comprimidos diariamente, configurando o uso típico, a taxa de falha sobe para aproximadamente 9%.
Métodos contraceptivos menos eficazes
Os principais métodos contraceptivos menos eficazes são:
- Coito Interrompido
O coito interrompido nada mais é do que a retirada do pênis antes que haja a ejaculação dentro da vagina. Apesar de funcionar em alguns casos, não é uma estratégia muito eficaz. Isso porque, o homem pode liberar alguns espermatozoides antes de ocorrer à ejaculação de fato.
Estudos indicam que a taxa de falha desse método é cerca de 28%, sendo um dos métodos contraceptivos com menor eficácia.
- Tabelinha

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Baseia-se em acompanhar o ciclo menstrual feminino. Considerando os ciclos regulares de 28 dias, o período de ovulação acontece em torno de 14 dias antes da próxima menstruação. Os dias considerado mais férteis seriam 3 dias antes ou até 1dia após a ovulação. Assim, a mulher evita ter algum tipo de relação sexual nesse período, com o intuito de prevenir a gravidez. Porém, a taxa de falha desse método é cerca de 24%.
- Espermicida
Os espermicidas são substâncias que enfraquecem e matam os espermatozóides. Geralmente vem em forma de gel ou creme e são aplicados no fundo da vagina com o uso de um aplicador próprio.
Apesar de destruir grande partes dos espermatozóides, para quem procura métodos contraceptivos mais eficazes, os espermicidas não são uma boa opção, já que eles apresentam falha de até 28% dos casos.
- Método do muco cervical ou billings
Essa é uma forma que baseia-se na avaliação do muco cervical com o intuito de identificar o período fértil. Nessa fase do ciclo menstrual, o muco é mais transparente, elástico e fluido, se assemelhando a uma clara de ovo. A taxa de falha pode chegar a 25%.
Riscos para os riscos à saúde
Para além do aumento do risco de gravidez não planejada, os métodos contraceptivos menos eficazes apresentados acima podem oferecer um risco aumentado de contaminação por ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).
Por isso, o uso de preservativo, tanto feminino quanto masculino, é indispensável em qualquer tipo de relação sexual.

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Métodos contraceptivos mais eficazes
Os métodos contraceptivos mais eficazes são os LARCS – Contraceptivos de Longa Duração -, pois apresentam mais de 99% de eficácia. Alguns exemplos são os DIUs de prata, DIU de cobre, DIU hormonal e o Implanon. Sua maior eficiência se deve, em grande parte, ao fato de que eles não possuem o fator “esquecimento”. Afinal, quando colocados, eles só são retirados depois de 3 a 10 anos.
Os LARCs são excelentes opções para quem quer evitar a gravidez de forma mais segura. Se você tem uma vida sexual ativa e deseja se proteger de contrair ISTs, além de se informar sobre outros métodos contraceptivos mais eficientes, consulte sua ginecologista de confiança.