Conheça a seguir 4 verdades sobre a SOP – Síndrome do Ovário Policístico – e saiba como diagnosticar o quadro e qual o tratamento para ovário policístico. Quatro verdades sobre a SOP.

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Existem vários mitos envolvidos quando o assunto é a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), dificultando encontrar informações seguras sobre esse quadro, principalmente em relação a como diagnosticar e ao tratamento.
Mas, afinal, você sabe o que é essa síndrome e como ela pode afetar o organismo da mulher?
Em primeiro lugar, é necessário entender que esse quadro é uma importante causa de excesso de hormônios androgênicos, irregularidade menstrual e disfunções metabólicas em mulheres.
Nesse sentido, é comum verificar nessas pacientes excesso de pelos pelo corpo, obesidade, resistência à insulina (podendo ou não ter diabetes) e infertilidade.
Quatro verdades sobre a SOP
Por isso, diagnosticar corretamente a SOP e encontrar o tratamento para ovário policístico que seja eficaz é essencial para melhorar a qualidade de vida da mulher que possui esse quadro. Confira a seguir 4 verdades sobre isso!
1. Pílula não trata
O tratamento do ovário policístico muitas vezes é associado apenas ao anticoncepcional, porém isso não está correto.
A pílula combinada de estrogênio e progesterona é o primeiro medicamento usado no manejo dessa síndrome, porém é importante entender que ela não trata de fato esse quadro, ou seja, não leva à cura.
Isso porque o mecanismo de ação desse medicamento se dá, no geral, por suprimir o funcionamento dos ovários, levando ao equilíbrio hormonal no organismo e reduzindo os sinais e sintomas que o hiperandrogenismo causa.
Assim, isso inclui a redução do excesso de pelos corporais e diminuição da oleosidade da pele. Além disso, ela age como um método contraceptivo, visto que quem possui a síndrome também tem menstruação irregular, favorecendo a gravidez indesejada.
Entretanto, sua ação se dá apenas enquanto está sendo feito o seu uso, ou seja, ao parar de tomar a pílula, há grandes chances dos sintomas retornarem. Confira no próximo tópico mais informações sobre o tratamento para ovário policístico.
2. Atividade física e dieta são a base do tratamento

Ao contrário da pílula, as mudanças de estilo de vida são de fato a base do tratamento para ovário policístico. Isso porque os bons hábitos, como a prática de atividade física, já contribuem para uma melhora do metabolismo por si só.
Além disso, a perda de peso, no caso das pacientes com sobrepeso ou obesidade, também atua no equilíbrio do organismo e na melhora metabólica. Nesse sentido, as evidências atuais indicam que as intervenções no estilo de vida são as mais eficazes na maior parte dos casos.
3. Diagnosticar SOP não é só pelo ultrassom
Diagnosticar SOP precocemente é essencial para que o tratamento para ovário policístico se inicie de forma rápida e melhore a qualidade de vida da mulher. Entretanto, o que muitos não sabem é que esse diagnóstico não é feito apenas pelo ultrassom (ecografia).
Quatro verdades sobre a SOP
Isso porque existem certos critérios para diagnosticar a SOP. Seguindo os critérios de Rotterdam, há como diagnosticar SOP se a paciente tiver pelo menos dois, dos seguintes fatores:
- Oligomenorreia ou anovulação: ou seja, caso a paciente possua menstruação irregular ou ausência de menstruação de longa data.
- Hiperandrogenismo clínico ou bioquímico: caso a mulher possua excesso de pelos corporais importante, acne, queda de cabelo, pele oleosa e outros sinais de virilização (hipertrofia do clitóris, por exemplo); ou na situação em que exames laboratoriais já mostraram excesso de hormônios androgênicos.
- Ultrassom apontando ovários policísticos.
Ao obter 2 desses critérios, o diagnóstico só é confirmado após ser excluído outros diagnósticos, como disfunções da tireóide ou hiperplasia adrenal.
Quatro verdades sobre a SOP
Assim, diagnosticar a SOP precocemente é essencial para que o tratamento de escolha seja o ideal.
4. Síndrome dos ovários policísticos pode causar infertilidade
A taxa de infertilidade nas mulheres que possuem Síndrome dos Ovários Policísticos é maior que na população em geral. Isso porque, como esse quadro gera menstruações irregulares ou ausência de ovulação por longos períodos, há maior dificuldade na concepção.
Nesse sentido, atualmente já há algumas opções como a indução da ovulação por medicamentos ou a fertilização.
Além disso, já há estudos que apontam que mulheres com SOP descompensada possuem maiores chances de abortos espontâneos precoces, quando compradas com a população obstétrica geral.
Assim, percebe-se como é importante diagnosticar a SOP e fazer o tratamento para ovário policístico adequadamente, já que ao melhorar o metabolismo e o equilíbrio dos hormônios, é possível inclusive melhorar a fertilidade e gerar uma gravidez mais tranquila.
Agende um atendimento com a Dra. Carolina Medaglia – presencial ou online – e tire suas dúvidas sobre como diagnosticar SOP e encontrar o melhor tratamento para ovário policístico.